Portuguese Sea, a sea of accounting.

Lusophone memories lie embedded across the Malabar Coast

where the Arabian Sea and Indian Ocean meet the Tagus River

at estuaries, around archipelagoes, at the confluence of the River Periyar.

Here, one walks the Mar Portugues in all its violent ruin

forgotten but not disappeared

enmeshed in the red clay and forbidding stones

of Castello construction at Kannur, Cochin, Kollam, Cranganore

At Fort Aguado, Goa, the Oublie stands a dark reminder

of a sea of accounting

 

 

Os Lusíadas, Canto V

37
"Porém já cinco Sóis eram passados
Que dali nos partíramos, cortando
Os mares nunca doutrem navegados,
Prósperamente os ventos assoprando,
Quando uma noite estando descuidados,
Na cortadora proa vigiando,
Uma nuvem que os ares escurece
Sobre nossas cabeças aparece.
38
"Tão temerosa vinha e carregada,
Que pôs nos corações um grande medo;
Bramindo o negro mar, de longe brada
Como se desse em vão nalgum rochedo.
--"Ó Potestade, disse, sublimada!
Que ameaço divino, ou que segredo
Este clima e este mar nos apresenta,
Que mor cousa parece que tormenta?"--